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Monthly Archives: agosto 2008

A vida.

Diga lá o que é meu irmão,

e a vida…

Ilusões, mídia, propaganda, desejos, consumo, prazer, traição, dor, riso, gargalhada, agressão, kalyuga, maia, ilusão, maia.

O que há de verdade na vida? O que há dentro da alma, isto é o que há de verdade.

Pequenas porções de ilusão

 

Engraçado. Eu tenho o hábito de elogiar as pessoas lhes dizendo o que elas têm de especial ou o que fazem de bom. Por exemplo, se uma pessoa canta bem, eu digo: – ” Você canta bem. ” Se uma pessoa me confia a chave de sua casa eu digo: “Obrigada pela confiança.” E por aí vai.

Você deve estar se perguntando o que há de engraçado nisto. Bom, engraçado é que as pessoas normalmente recusam o elogio. Engraçado como elas ficam argumentando motivos do porquê não é necessário o elogio, ou porque elas cantam mau e esta é a verdade, ou porque amigos não agradecem pela confiança um no outro.

Engraçada esta nossa cultura brasileira. Na Índia as pessoas agradecem a todo o instante, é um ato inclusive espiritual, de respeito, que se faz entre amigos inclusive, porque não?

Parece que nós estamos condicionados a uma sociedade competitiva e egoísta onde elogios são tomados com reserva e estranheza. Então tá né? Vou fazer o quê?

Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixao decididamente conduz a melhor saude mental e a felecidade
Dalai Lama

Saia do meu caminho
Eu prefiro andar sozinho
Deixem que eu decida
A minha vida

Não preciso que me digam
De que lado nasce o sol
Porque bate lá meu coração

Sonho e escrevo
Em letras grandes
De novo!
Pelos muros do país
João!
O tempo andou mexendo
Com a gente
Sim!
John!
Eu não esqueço

A felicidade
É uma arma quente
Quente, quente

Saia do meu caminho
Eu prefiro andar sozinho
Deixem que eu decida
A minha vida

Não preciso que me digam
De que lado nasce o sol
Porque bate lá meu coração

Sob a luz
Do teu cigarro na cama

Teu gosto ruge
Teu batom me diz
João!
O tempo andou mexendo
Com a gente
Sim!
John!
Eu não esqueço

A felicidade
É uma arma quente
Quente, quente….

O ator Fernando Silveira é, sem dúvida, um ator de grande competência cênica que faz do monólogo sobre Fernando Pessoa uma obra de arte.

Eu indico fortemente a experiência de ver este ator em cena com esta peça tão magistral sobre a obra e a vida de Fernando Pessoa.

Teatro Commune

R. da Consolação 1218

todas as quartas do mês de agosto às 21hrs.

tel. 3807-0792

A FELICIDADE PODE DEMORARLuiz Fernando Veríssimo

Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer
senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente,
e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar,
tanto quanto precisamos respirar…é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração
pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver,
até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol,
a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto.
É a força da natureza nos chamando para a vida.
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança,
te traíram sem qualquer piedade.
Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.
Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor,
apenas transaram…
Descobre também que outras disseram eu te amo uma única vez.
E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá
ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores
importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu.
(dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores
e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.
Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém
que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.
Manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que
quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra.
Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa
te deixar, então nada irá lhe restar.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento,
manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco.
Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda
mais intenso, do que teria sido no passado.
Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.
Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não
esteja apenas de passagem…

Olavo Bilac (1865 – 1911)
   
 

Via Láctea
Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto,
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E ao vir do Sol, saudoso e em pranto
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado-amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Têm o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e entender estrelas.”

A um poeta
Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço; e a trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua,
Rica mas sóbria, como um templo grego.

Não se mostre na fábrica o suplício
Do mestre. E, natural, o efeito agrade,
Sem lembrar os andaimes do edifício.

Porque a beleza, gêmea da Verdade,
Arte pura, inimigo do artifício,
E a força e a graça na simplicidade.
Profissão de fé
Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem
azul-celeste
Torce, aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
No verso de outro engaste a rima.
Como um rubim.
Quero que a estrofe cristalina,
Dourada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito:
E que o lavor do verso, acaso,
Por tão sutil,
Possa o lavor lembrar de um vaso
De Becerril.
E horas sem conta passo, mudo,
O olhar atento,
A trabalhar, longe de tudo
O pensamento.
Porque o escrever – tanta perícia,
Tanta requer,
Que ofício tal… nem há notícia
De outro qualquer.
Assim procedo. Minha pena
Segue esta norma,
Por te servir, Deusa serena,
Serena Forma!
Remorso
Às vezes uma dor me desespera…
Nestas ânsias e dúvidas em que ando,
Cismo e padeço, neste outono, quando
Calculo o que perdi na primavera.

Versos e amores sufoquei calando,
Sem os gozar numa explosão sincera…
Ah! Mais cem vidas! com que ardor quisera
Mais viver, mais penar e amar cantando!

Sinto o que esperdicei na juventude;
Choro neste começo de velhice,
Mártir da hipocrisia ou da virtude.

Os beijos que não tive por tolice,
Por timidez o que sofrer não pude,
E por pudor os versos que não disse!

Nel mezzo del Carmim
Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada
E triste, e triste e fatigado eu vinha.
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E a alma de sonhos povoada eu tinha.

E paramos de súbito na estrada
Da vida: longos anos, presa à minha
A tua mão, a vista deslumbrada,
Tive da luz que teu olhar continha.

Hoje, segues de novo… Na partida
Nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.

E eu, solitário, volto a face, e tremo,
Vendo o teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.

Língua Portuguesa
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela.

Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
A Velhice
Olha estas velhas árvores, mais belas
Do que as árvores moças, mais amigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,
Tanto mais belas quanto mais antigas,

O homem, a fera e o inseto, à sombra delas
Vivem, livres da fome e de fadigas:
E em seus galhos abrigam-se as cantigas
E os amores das aves tagarelas.

Não choremos, amigo, a mocidade!
Envelheçamos rindo. Envelheçamos
Como as árvores fortes envelhecem,

Na glória de alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos,
Dando sombra e consolo aos que padecem!

http://www.mundocultural.com.br/index.asp?url=http://www.mundocultural.com.br/literatura1/parnasianismo/bilac.htm

Não desperdice sua emoção.